| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Suliformes |
| Família: | Sulidae |
| Reichenbach, 1849 | |
| Espécie: | M. serrator |
O atobá-australiano é uma ave pelecaniforme da família Sulidae.
Seu nome significa: do (grego) möros = bobo, tolo; e do (latim) serrator = serrador. ⇒ Bobo serrador.
Mede 85 a 90 cm, com envergadura entre 160 e 170 cm, e pesa 2,5 kg. Ave com plumagem predominantemente branca, com a ponta das asas e retrizes centrais pretas; região da nuca até a testa amarelo-alaranjada. Bico forte e de cor cinza-azulado pálido; aro azul ao redor dos olhos e pés pretos. Os filhotes novos têm a penugem branca, que são substituídas no imaturo por uma plumagem preta manchada de branca nas partes superiores e branca nas inferiores e bico preto. À medida que vão alcançando a maturidade, ganham mais branco até atingir a plumagem adulta, em torno de 5 anos.
Alimenta-se principalmente de peixes pelágicos, especialmente sardinha e anchova, mas come também lulas e peixe-agulha.
Nidifica em grandes colônias em ilhas ao largo da Austrália, Tasmânia e Nova Zelândia e em alguns pontos do continente australiano. Fazem seus ninhos no chão, com pouca proteção, pondo geralmente 2 ovos. O casal geralmente permanece junto durante várias temporadas de acasalamento, e executa um elaborado ritual de cumprimento no ninho, esticando seus pescoços e bicos para cima e depois tocam suavemente o bico um do outro. Após a época de procriação, os adultos tendem a ficar perto de sua colônia e os jovens se dispersam.
Vive nas águas costeiras da Austrália, Tasmânia e Nova Zelândia. É um mergulhador e pescador espetacular. Quando está caçando, geralmente em bandos, voa ao alto e, depois de visualizar a presa, desce diretamente para a água, ganhando grande velocidade. Quando está próximo à superfície joga as asas para trás, entra na água de cabeça, como uma flecha, nadando e mergulhando rapidamente atrás da presa, podendo atingir até 20 metros de profundidade. Pode viver até os 33 anos em estado selvagem.
VA (Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos). Encontrado em águas do litoral da Austrália, da Tasmânia e Nova Zelândia. No Brasil, foi registrado como vagante acidental no litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Ilha dos Moleques do Sul), entre os meses de abril a agosto.
Status de conservação: LC ( IUCN ).